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Depois da entrevista ‘entregando’ Flávio Bolsonaro, empresário Paulo Marinho recebe apoio de Sergio Moro e pede proteção para ele e a família [0] Comentários | Deixe seu comentário.

18 Maio2020

Por Jbelmont às 10h26

Ex-amigo de Bolsonaro, a quem apoiou nas eleições de 2018, e pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Paulo Marinho pediu proteção à polícia depois da entrevista em que denuncia o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, de quem é suplente.

Ele postou no seu twitter:

Blog de Thaisa Galvão

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JÁ NÃO ESCONDE MAIS: Miriam Leitão escreve os motivos e como deve ser o pedido de Impeachment de Jair Bolsonaro

18 Maio2020

Por Jbelmont às 10h13

A jornalista Miriam Leitão, em seu artigo neste domingo do O Globo, já não disfarça mais sua vontade e desejo. Nele, a jornalista discorre os motivos e como deve ser o pedido de Impeachment do Presidente Jair Bolsonaro. Segue: 


O presidente Jair Bolsonaro cometeu crimes de responsabilidade. Vários. Ele tem ameaçado a federação, tem infringido o direito social à saúde, ameaça o livre exercício do Poder Legislativo e do Poder Judiciário. Tanto a lei que regulamenta o afastamento do presidente, a 1079/1950, quanto a Constituição Federal estabelecem o que são os crimes de responsabilidade. Impeachment é um julgamento político, e quem estiver na presidência precisa apenas de 172 votos para barrá-lo. O inquérito na PGR investiga se ele cometeu outros crimes. Até agora os depoimentos e contradições enfraqueceram a defesa do presidente. O procurador-geral da República, Augusto Aras, pode querer muito arquivar o inquérito, mas os indícios aumentam a cada dia.

Bolsonaro pode enfrentar um processo de impeachment no Congresso, se o deputado Rodrigo Maia der início. Há elementos para embasar um pedido de interrupção de mandato por crime de responsabilidade. O Congresso pode fazer isso ou não. É processo longo e penoso. Mas se não ocorrer, a explicação não estará em falta de crime, mas sim em algum insondável motivo que pertence aos desvãos da política.

O artigo 9º da lei 1079 estabelece em seu inciso 7 que é crime contra a probidade da administração “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”. Decoro que ele quebrou inumeráveis vezes. No inciso 5, “infringir no provimento de cargos públicos, as normas legais”. O que está sendo revelado no inquérito da suspeita de interferência na Polícia Federal dá várias razões para se concluir que ele tentou ferir esse dispositivo da lei. O artigo 6º caracteriza os crimes contra o livre exercício dos poderes constitucionais. O primeiro inciso fala em “tentar dissolver o Congresso Nacional” ou “tentar impedir o funcionamento de qualquer das Câmaras”. O presidente Bolsonaro já participou de atos que explicitamente pedem o fechamento do Congresso, em faixas e palavras de ordem e nos motivos da convocação. Discursou dizendo que acreditava nos manifestantes e afirmou que as Forças Armadas estavam com eles, em clara ameaça ao país. No artigo 7º, a lei de 1950 define o crime contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais. Nele, o inciso 9 indica: “violar patentemente qualquer direito e garantia individual.” Nesse ponto se enquadra a violação do direito à saúde, quando ele prega diariamente contra as medidas recomendadas por todas as autoridades sanitárias do mundo e todos os especialistas brasileiros em saúde pública.

No artigo 85 da Constituição Federal são considerados crimes de responsabilidade os atos do presidente que atentem contra: “a existência da União.” Bolsonaro foi do “aqueles governadores paraíba” até a conclamação dos empresários para jogar pesado contra os governadores porque “é guerra”. Isso atenta contra a União. “O livre exercício do Poder Legislativo e do Poder Judiciário”. Com as manifestações pedindo fechamento do Congresso e do Supremo, o que fez Bolsonaro? “O exercício dos direitos políticos, individuais e sociais”. Ele os fere insistentemente.

Mesmo se for arquivado, o inquérito na PGR pode fornecer elementos para sustentar um processo de impeachment. Interferir na polícia judiciária afeta o próprio livre exercício do Poder Judiciário.

A lei 1079/50 foi muitas vezes analisada durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma. Ela foi acusada pelo artigo 10, que define “os crimes contra a lei orçamentária”. A Constituição também, no artigo 85, fala dos crimes orçamentários. Depois que passa, fica na memória pouca coisa, o registro é de que ela errou no Plano Safra, baixou decretos de criação de despesa sem a prévia autorização do Congresso. Mas foi mais. As pedaladas são apenas a palavra que a crônica política criou. Dilma caiu porque arruinou a economia, criou uma recessão que perdurou por dois anos, fez uma escalada de desemprego, abriu um rombo nas contas públicas e usou os bancos públicos para pagar despesas orçamentárias. Ela fez gestão temerária na economia. Eu achava naquela época, acho agora.

Desconhecer os crimes muito mais graves cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro é aceitar um perigo infinitamente maior. Não se trata de ameaça à economia. Agora é a democracia que corre riscos.

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80°/ 81° Homicidios em Mossoró 2020: Mãe e filha são mortas a tiros na Comunidade do Ouro Negro

18 Maio2020

Por Jbelmont às 10h00

O duplo homicídio aconteceu por 19h30min deste domingo 17 de maio de 2020 na Comunidade do Ouro Ouro Negro no Bairro Aeroporto em Mossoró no Oeste do Rio Grande do Norte. Maria Clécia Ferreira da Silva de 49 anos e sua filha Jackeline Ferreira da Silva de 21 anos de idade, foram mortas a tiros.

Jackeline foi executado com vários tiros na região da cabeça, dentro de sua casa, na Rua Cícero Lourenço. A mãe dela Maria Clécia, tentou correr, mas foi perseguida alcançada e morta na Rua José Toscano de Lima, próximo a praça do bairro, cerca de 100 metros de sua casa.

A Polícia Militar, que isolou os dois locais de crimes, informou que o acusado do duplo homicídio seria o ex-companheiro de Jackeline com quem tem um filho de oito meses. O casal estava separado e disputando a guarda do filho. Na noite deste domingo ele chegou na casa e resolveu matar a ex-companheira e a mãe dela.

A Polícia Militar, encontrou, em uma casa abandonada, bem próximo onde Jackeline foi morta, um revólver calibre 38 com quatro munições deflagradas, alem de roupa e um par de luvas, que possivelmente tenha sido a arma usada nos crimes. O material será apresentado na Delegacia de Plantão da Polícia Civil.

O delegado de plantão Dr. Roberto Moura esteve no local onde conversou com a reportagem do Fim da Linha. Ele disse que a princípio o caso será tratado como duplo homicídios, mas que dependendo dos depoimentos de testemunhas, a morte de Jackline poderá ser investigada como feminicídio.

Após os trabalhos da Perícia Criminal e da Polícia Civil os corpos foram recolhidos para serem examinados no IML do ITEP. No mês de maio Mossoró já registrou 18 homicídios e no ano o número de assassinatos chega a 81. Fim da Linha

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Ex-governador da Paraíba e esposa morrem de Covid-19 em João Pessoa

18 Maio2020

Por Jbelmont às 09h39

Morreu por Covid-19 no fim da noite deste domingo (17) o ex-governador da Paraíba Wilson Braga, em João Pessoa. Ele tinha 88 anos e estava internado em um hospital particular da cidade desde o dia 1º de maio. O exame para o coronavírus saiu um dia depois da confirmação que a esposa dele, a ex-deputada federal Lúcia Braga, também havia morrido com Covid-19. Wilson Braga foi casado com Lúcia e teve três filhos.

Devido a morte ter sido causada por Covid-19, não haverá velório. Apenas a família terá acesso ao cemitério. Às 7h o corpo sairá do hospital para um cemitério particular, no Parque das Acácias. Amigos e familiares seguirão em carreata até o local, de acordo com o neto do ex-governador.

Wilson Leite Braga nasceu no dia 18 de julho de 1931. Ele era sertanejo, da cidade de Conceição, no Vale do Piancó paraibano. O pai, cearense, migrou para Paraíba nos anos 20 do século passado. Foi comerciante, mas ingressou na política, chegando a ser prefeito de Conceição por três mandatos.

Wilson Braga cresceu em meio a vida pública do pai. Começou a vida de estudante na cidade que nasceu, mas, como de costume para quem nasce no interior, Braga teve oportunidade de buscar outras cidades até chegar em João Pessoa. Morou na casa do estudante, instituição que ele ajudou a fundar. Cursou Direito e foi líder estudantil.

A carreira política foi formada pelos principais cargos públicos: foi deputado estadual cinco vezes. A primeira, em 1955, pela UDN, e a última em 2014, pelo antigo PMDB.
Em Brasília, ocupou a cadeira de deputado federal por sete vezes, sendo a primeira vez em 1996, pelo Arena, e a última em 2006, pelo PMDB.

Wilson Braga foi eleito governador do Estado pelo PDS, em 1982, derrotando Antônio Mariz. Ele fez parte do grupo de governadores eleitos no período da retomada das eleições diretas para governadores do Estado.

É lembrado pela execução do projeto Canaã, que buscava autossuficiência na produção de alimentos na região do semiárido paraibano, com a utilização de recursos hídricos de forma integrada. Também conhecido pelos mutirões para construção de casa para baixa renda em bairros de periferia de João Pessoa e trabalhos de assistência social no estado.

O governo de Wilson Braga foi marcado, também pelo assassinato do empresário de comunicação, Paulo Brandão. Na época, foi estabelecida uma relação entre o assassinato e seu governo. A arma de execução teria vindo da Casa Militar. O coronel da PM, Geraldo Alencar, foi condenado pelo crime.

Em João Pessoa, Braga ocupou a cadeira de vereador e foi prefeito, em 1988.

G1/PB

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Celso de Mello assiste nesta segunda ao vídeo de reunião ministerial

18 Maio2020

Por Jbelmont às 09h37

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve assistir nesta segunda-feira (18) ao vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril em que, segundo acusação do ex-ministro Sergio Moro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) expressaria uma tentativa de interferência política na Polícia Federal (PF).

Após examinar o conteúdo, Celso de Mello decidirá se a gravação será mantida em sigilo total, parcial ou se será divulgada na íntegra.

Segundo a corte, o ministro Celso de Mello já tem uma visão geral do teor da reunião, a partir do relato feito pelo juiz federal auxiliar Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho.

O STF montou um esquema especial para que Celso de Mello possa ver a gravação da reunião ministerial de sua casa. Além dele, também vão assistir ao vídeo o chefe de gabinete do ministro e o juiz federal auxiliar Hugo Gama Filho.

CNN BRASIL

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Análise Ampliação do uso da cloroquina pode provocar mortes em casa, diz Mandetta

18 Maio2020

Por Jbelmont às 09h26

Ex-ministro diz que pais só viveu 1/3 da crise, e governo foi avisado de surto de mortes

Aexigência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a ampliação do uso de cloroquina para pacientes com quadro leve do novo coronavírus pode elevar a pressão por vagas em centros de terapia intensiva e provocar mortes em casa por arritmia, afirma o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.
Em entrevista à Folha, ele afirma que resultados iniciais de estudos que recebeu ainda no governo já indicavam riscos no uso do medicamento.

“Começaram a testar pelos [quadros] graves que estão nos hospitais. Do que sei dos estudos que me informaram e não concluíram, 33% dos pacientes em hospital, monitorados com eletrocardiograma contínuo, tiveram que suspender o uso da cloroquina porque deu arritmia que poderia levar a parada [cardíaca].”

Ele diz ver na pressão de Bolsonaro pela cloroquina uma tentativa de estimular o retorno das pessoas ao trabalho. Para Mandetta, contudo, o país atravessou até o momento apenas 1/3 da crise e deverá ter pelo menos mais 12 semanas “duras” adiante.

O ex-ministro avalia que a situação mais complexa hoje esteja no Pará. “É um estado que provavelmente vem agora com um número muito alto de casos, dobrando muito rápido e com sistema de saúde que vai ter que se desdobrar.”

O sr. foi demitido no meio da pandemia. Seu sucessor não durou um mês no cargo. Qual deve ser o impacto da queda de mais um ministro?  Este último mês foi perdido, sem nenhuma ação positiva por parte do ministério. Tinha pedido para toda a minha equipe que permanecesse e ajudasse o ministro [Nelson Teich].

O natural numa situação dessa é o novo ministro colocar a visão dele e pedir para a equipe executar. Mas o que assistimos foi a demissão de todo o segundo e o terceiro escalão do ministério, sem colocar ninguém no lugar. Isso é o pior dos mundos. O Ministério da Saúde está hoje uma nau sem rumo. Foram 30 dias de um ministério ausente.

A que o sr. atribui isso? Falta de habilidade política de Teich ou interferência de Bolsonaro? Não dá para saber porque eu não estava no dia a dia. Vi a entrada de um número grande de militares. Eles têm conhecimento de logística, de operações. Mas não trabalham com o SUS. O sistema de saúde dos militares é de hospitais próprios, de baixa resolutividade e com plano de saúde. Não vi ninguém com experiência com o SUS na equipe nova. O próprio ministro não tinha experiência.

Divergências com o presidente levaram à sua saída. O que mais o incomodou? Era muito difícil. O Ministério da Saúde começou a falar sobre coronavírus em janeiro. No começo não era uma grande pauta da sociedade, mas a gente fazia boletim todos os dias.

A primeira sensação que tive era que o governo não estava tão interessado no assunto e não estava dando a devida dimensão. Só quando estávamos com vírus e casos acontecendo, na segunda quinzena de março, é que perceberam que a sociedade inteira estava muito ligada no Ministério da Saúde como principal ponto de referência.

Nisso, governadores e prefeitos começaram a tomar medidas de redução de mobilidade nos grandes centros. Uma discussão feita no sistema de saúde havia quase 60 dias. Quando começam essas medidas e o presidente começa a fazer uma leitura diametralmente contrária ao discutido no SUS, ficou difícil.

É difícil coordenar um sistema como ministro se o presidente dá outra mensagem.

Entre os ministros, tentávamos arrumar a situação. Mas passava um dia, três dias, e novamente tínhamos uma situação contraditória [do presidente], seja de aglomeração ou ida a estabelecimentos comerciais. Ele claramente entendia que a crise econômica advinda da saúde era inaceitável, por mais que alertássemos que era uma doença muito séria e que o número de casos poderia surpreender.

Nunca falei e nem vou falar quais, mas tínhamos nos nossos estudos cenários de número de casos e óbitos. Nada do que está acontecendo hoje é surpresa para o governo federal.

São dois meses desde a primeira morte confirmada e passamos de 15 mil óbitos. Como vê o cenário atual? Disse uma vez que teríamos 20 semanas muito duras pela frente. Esses dois meses que passaram são 8 semanas. Para as outras 12, são mais 3 meses.

Os primeiros casos que foram pegar a escala de transmissão aumentada e depois desorganizada ocorreram em abril, em Manaus e Fortaleza.

Iríamos aumentar [a curva de disseminação] em abril, maio, junho. Em julho vamos estabilizar, quando deve ser o ápice da curva, e aí vai entrar em um platô para que, em agosto, comece a reduzir o número de casos e setembro a gente volte no ponto mais próximo de uma coisa mais amena.

Estamos vivendo o primeiro terço disso, temos o segundo e o terceiro para concluir.

Como vê a situação nas diferentes regiões? O Paraná fez um bom preparo, o Rio Grande do Sul também, mas não sei qual vai ser a intensidade da epidemia. Santa Catarina fez menos. São Paulo tem um número grande de casos, mas tem subsistemas robustos de saúde. Rio de Janeiro é um estado mais complicado, vamos ver como será a resposta. Manaus vive um colapso completo. Teve número de mortes elevadíssimo domiciliar, o que indica desassistência, e colapso no sistema funerário.

A que atribui o colapso antes em Manaus? Manaus tem a Zona Franca, e lá as empresas demoraram muito para reduzir [a escala de trabalho], o vírus entrou pela vila operária.

Nas cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, entrou pelas pessoas que tinham ido para a Europa, pela classe A, pelos Jardins, pela Barra da Tijuca, pelo Leblon. E o primeiro sistema que foi utilizado foi o particular, que atende muito menos gente, e agora está chegando à periferia, que é SUS e onde mora muita gente. Mas Manaus foi o contrário.

Onde mais preocupa? A situação mais complexa é o Pará, estado que provavelmente vem agora com um número muito alto de casos, dobrando muito rápido e com sistema de saúde que vai ter que se desdobrar para atender.

É possível evitar em outros estados situações de colapso? Sim. Para isso é que pedíamos isolamento e distanciamento social. Não é que o isolamento vai evitar ter o vírus. Você só vai sair disso o dia em que as pessoas pegarem a doença e tiverem sistema imunológico [contra o vírus], ou que tiver uma vacina. Mas você pode influenciar a velocidade com que isso vai acontecer. A mercadoria mais preciosa é tempo para montar um sistema minimamente organizado.

No início, o sr. chegou a criticar alguns dos primeiros estados que adotaram quarentena.  Fiz críticas porque teve lugares como Campo Grande que não tinha nenhum caso, e o prefeito suspendeu ônibus sem nenhum tipo de aviso. As pessoas não conseguiram chegar aos hospitais.

Em Brasília só tinha dois ou três casos, mas suspenderam aulas e não havia comitê de emergência. A sensação que deu no início foi que um governador tomou uma atitude e fez-se um efeito cascata sem ter as estruturas necessárias. Houve reação de alguns lugares com razão e outros por adesão em bloco. Quando a gente estava encontrando um ponto de equilíbrio, foi que começou essa discussão do presidente com governadores. E acabou virando uma briga entre duas partes.

Hoje, avalia que as medidas de isolamento funcionaram? Sim. Em São Paulo e no Rio, as três semanas iniciais [de isolamento] foram fundamentais. Foram duas semanas com taxa de isolamento acima de 70% e outra com 60%. Aquilo diminuiu a taxa de contágio e salvou milhões de vidas. Deu tempo de ficarem prontos hospitais de campanha e de chegarem respiradores.

Alguns estados já adotaram “lockdown” (confinamento estrito). Está na hora desse tipo de medida? Se falar de Manaus, Belém, Fortaleza, o “lockdown” vai se impor. Mas tem outros locais em que pode continuar trabalhando e aumentar gradativamente [a restrição]. O que tem que saber é qual o momento. Tínhamos colocado no começo que, se passar de 80% a ocupação de leitos, tem que começar a considerar [“lockdown”].

Mas tem estado trabalhando com 98% e deixando o povo andar na rua. Aí começa a morrer paciente cianótico [azulado por falta de oxigênio] porque o oxigênio não entra. Está morrendo na UPA, em casa, e não tem vaga de CTI.

O presidente anunciou que vai mudar o protocolo de uso da cloroquina também para casos leves da Covid-19. Há riscos? Toda droga carrega seu risco. No caso desse vírus, tem defensores para tudo, ivermectina, corticoide com uso precoce, heparina, cloroquina, coquetel retroviral. Nenhuma se impõe e nenhuma consegue satisfazer.

Sabemos que, se não fizer absolutamente nada, se você tem 25 anos, é saudável e tiver a Covid, teria 99% de probabilidade de ter uma forma leve e sair bem. Se eu te tratar com a fita do Senhor do Bonfim e cloroquina, teria 99% de chance. Com camisa do Botafogo e cerveja preta, também. Se tiver com 68 anos, aí teria mais chance de complicar.

Falaram: “então vamos testar”. Começaram a testar [a cloroquina] pelos graves que estão nos hospitais. Do que sei dos estudos que me informaram, e não concluíram, 33% dos pacientes que estavam em hospital, monitorados com eletrocardiograma contínuo, tiveram que suspender a cloroquina porque deu arritmia que poderia levar a parada [cardíaca]. Esse número assustou, é alto. Alguns médicos falaram que “não, a cloroquina tem que usar no primeiro dia para evitar complicação”.

E aí você começa a ter um problema. Se todos os velhinhos tiverem arritmia, vão lotar o CTI, porque tem muito mais casos de arritmia que complicação de Covid. E vou ter que arrumar CTI para isso, e pode ser que morra muita gente em casa com arritmia.

Por isso falei que ia adotar para os [casos] graves e gravíssimos em hospital, e fora do hospital o médico assistente que decida e corra o risco.

O que o presidente quer é que o ministério faça como se fosse uma prescrição, para que em todas as unidades de saúde, mesmo sem confirmação da Covid, seja entregue a cloroquina. Tudo baseado nessa coisa de que um médico falou: ‘acho que é bom’. Mas ninguém colocou no papel, ninguém demonstrou. A [médica Nise] Yamaguchi é uma que, quando você pergunta ‘onde está escrito isso?’, fala: ‘é a minha impressão’.

O que leva à campanha pela cloroquina?  A ideia de dar a cloroquina, na cabeça da classe política do mundo, é que, se tiver um remédio, as pessoas voltam ao trabalho. É uma coisa para tranquilizar, para fazer voltar sem tanto peso na consciência. Se tivesse lógica de assistência, isso teria partido das sociedades de especialidades [não do presidente]. Por isso não tem gente séria que defenda um medicamento agora como panaceia.

O Donald Trump [presidente dos EUA] defendeu a cloroquina, mas voltou atrás e parou. Nos EUA, isso gera processo contra o Estado. Aqui no Brasil não, se morrer, morreu.

Para mim foi isso que fez com que o Teich falasse: ‘Não vou assinar isso. Vai morrer gente e ficar na minha nota’.

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OS CASOS DE CORONAVÍRUS NO CE PB E RN CONFIRA ATÉ 23 HORAS DESTE DOMINGO

17 Maio2020

Por Jbelmont às 23h45

 

CEARÁ - Ceará passa dos 24 mil casos confirmados de coronavírus e registra 1.641 mortes 

Foram 460 casos e 27 óbitos a mais que o registrado ontem, sábado. São ainda 13.357 pessoas recuperadas da doença

PARAÍBA - A Secretaria de Estado da Saúde divulgou novo boletim epidemiológico, neste domingo, 17 de maio. A Paraíba registra 284 novos casos de Covid-19 e 11 óbitos confirmados causados pela doença. Assim, o estado atinge 4.347 casos de Covid -19.

São 194 vítimas fatais e 1.171 pessoas que já se recuperaram, segundo informações das Secretarias Municipais de Saúde. Dos leitos de UTI para adultos ativados em todo o Estado, 68% estão ocupados.

RN - De acordo com os dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde neste domingo (17), casos confirmados no Rio Grande do Norte chegam a 3.137, são 133 a mais que no sábado.
O total de vítimas do covid-19 no RN chega a 139 – são 3 óbitos a mais que a atualização do boletim de sábado (16) da Sesap.

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Coronavírus: Drauzio Varella explica por que a mortalidade entre obesos é mais alta

17 Maio2020

Por Jbelmont às 23h19

Risco é maior, inclusive, entre os mais jovens. A obesidade aumenta a chance ter complicações como pressão alta, diabetes e doenças cardiovasculares.

 


O doutor Drauzio Varella traz um alerta importante para mais da metade da população brasileira: a obesidade é um problema crônico, que aumenta o risco de ter complicações como pressão alta, diabetes e doenças cardiovasculares. No Brasil, 57% dos adultos estão acima do peso ideal, e 20% dos brasileiros são obesos.

Existe uma epidemia de obesidade no país, e isso tem influência na epidemia da coronavírus. Pelos dados do Ministério da Saúde, a mortalidade dos jovens obesos é mais alta do que os idosos obesos com Covid-19: entre aqueles com menos de 60 anos, é de 57%; os com mais de 60 anos, de 43%.

A relação entre obesidade e o agravamento dos pacientes começou a chamar atenção a partir da explosão de casos nos Estados Unidos, onde 42% da população é considerada obesa. Um médico dos EUA diz que a obesidade é o segundo principal fator de risco pra Covid, atrás apenas da idade.

G1

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Coronavírus: RN registra 133 infectados e 3 mortes nas últimas 24h; casos confirmados são 3.137

17 Maio2020

Por Jbelmont às 22h56

De acordo com os dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde neste domingo (17), casos confirmados no Rio Grande do Norte chegam a 3.137, são 133 a mais que no sábado.

O total de vítimas do covid-19 no RN chega a 139 – são 3 óbitos a mais que a atualização do boletim de sábado (16) da Sesap.

Até as 20h20, a Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN-Sesap não havia publicado boletim atualizado.

 

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Brasil tem 16.118 mortes e 241.080 casos de coronavírus

17 Maio2020

Por Jbelmont às 20h45

O Ministério da Saúde divulgou neste domingo (17) o mais recente balanço dos casos de novo coronavírus no Brasil.

Os principais dados são:

16.118 mortes, eram 15.633 mortes no sábado (16).
Foram mais 485 novos registros de mortes acrescentados em 24 horas.
241.080 casos confirmados, eram 233.142 no sábado (16).
Foram 7.938 casos incluídos no balanço em 24 horas.
Em São Paulo são 4.782 mortes e 62.345 casos. (Veja abaixo os dados dos outros Estados).

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Mortes por Covid-19 crescem 432% em um mês na cidade de SP e sistema de saúde pode colapsar em 15 dias, diz prefeitura

17 Maio2020

Por Jbelmont às 16h42

Capital paulista tem mais de 135 mil casos suspeitos da doença a confirmar. Número de notificações de casos chega a mais de 3 mil por dia.

 

 

As mortes por coronavírus subiram 432% em pouco mais de um mês na cidade de São Paulo, segundo anunciou o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, em coletiva à imprensa neste domingo (17), quando o prefeito da capital paulista, Bruno Covas, anunciou a retomada do rodízio na cidade a partir de segunda-feira (18).

Segundo Aparecido, há muito mais casos suspeitos da doença do que confirmados na cidade até então. O secretário informou que o sistema de saúde municipal poderá estar comprometido em 15 dias se novas medidas não forem tomadas

Cidade de São Paulo (casos de Covid-19):
135.348 pessoas suspeitas da doença
38.479 casos confirmados
2.766 óbitos confirmados
3.143 óbitos suspeitos
"De 9 de abril a 15 de maio, houve aumento de 432% no número de mortos na nossa cidade. Como disse o prefeito, dos 840 leitos, 89% deles estavam ocupados. Sendo que, em 6 hospitais, chegamos à capacidade de leitos operacionais de 100% da ocupação", disse Aparecido.
"Até 23 de abril, tínhamos a média de 812 casos de notificação por dia. Chegamos na noite de ontem à notificação de 3.867 casos por dia", salientou o secretário.

"Em 15 dias, o sistema de saúde de São Paulo estará profundamente comprometido, mesmo com todo o esforço feito até agora na ampliação de leitos. Isso tudo será insuficiente para o grau de evolução que nós temos neste momento da doença", acrescentou Aparecido.

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Tem interesse em me prejudicar’, diz Flávio Bolsonaro sobre suplente que afirmou que ele soube de operação da PF com antecedência

17 Maio2020

Por Jbelmont às 16h26

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) divulgou nota na manhã deste domingo em que critica seu suplente, Paulo Marinho, que disse, em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, que o parlamentar soube com antecedência da Operação Furna da Onça, deflagrada em novembro de 2018. Embora a investigação não tivesse Fabricio Queiroz, então assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) como alvo, a operação expôs a movimentação financeira atípica dele. A informação antecipada sobre a ação teria vindo, segundo Marinho relata ter ouvido do senador, de um delegado da Polícia Federal. 


Em nota, Flávio disse que “o desespero de Paulo Marinho causa um pouco de pena”.

“Preferiu virar as costas a quem lhe estendeu a mão. Trocou a família Bolsonaro por Dória e Witzel, parece ter sido tomado pela ambição. É fácil entender esse tipo de ataque ao lembrar que ele, Paulo Marinho, tem interesse em me prejudicar, já que seria meu substituto no Senado. Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão. E por que somente agora inventa isso, às vésperas das eleições municipais em que ele se coloca como pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, e não à época em que ele diz terem acontecido os fatos, dois anos atrás? Sobre as estórias, não passam de invenção de alguém desesperado e sem votos”, diz a nota.

Pelo twitter, o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos) ironizou a denúncia de Marinho e desmentiu as acusações do ex-coordenador de campanha de Bolsonaro.

“QG em sua residência….Bolsonaro tratava mal os empregados… Tudo é tão verdadeiro quanto a declaração de seu filho dizendo que foi ele que traduziu a conversa de Trump com o Bolsonaro”, diz a publicação.

O chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência, Fábio Wajngarten também se manifestou pela rede social e chamou a acusação de ficção:

“É inverossímil a narrativa de oportunistas que buscam holofotes a qualquer preço. Precisam contratar um bom roteirista para dar credibilidade a esse incrível enredo ficcional. Meu apoio ao senador @FlavioBolsonaro e ao PR @jairbolsonaro por mais essa tentativa de atingi-los”.

O Globo

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PGR diz que vai analisar denúncia de empresário sobre vazamento a Flávio Bolsonaro de operação da PF que expôs Queiroz

17 Maio2020

Por Jbelmont às 16h19

Foto: Daniel Marenco/Agência O Globo

O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou neste domingo que vai analisar a denúncia de que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi avisado com antecedência sobre uma operação da Polícia Federal que atingiria seu então assessor Fabrício Queiroz. Ainda segundo o relato do empresário Paulo Marinho, ex-aliado da família Bolsonaro, o senador disse que a Operação Furna da Onça foi adiada para que não ocorresse durante o segundo turno da eleição presidencial e atrapalhasse a campanha do então candidato Jair Bolsonaro.

“O procurador-geral da República analisará o relato junto com a equipe de procuradores que atua em seu gabinete em matéria penal”, disse a Procuradoria-Geral da República (PGR), em nota.

De acordo com Marinho, o senador disse que Bolsonaro foi comunicado sobre o encontro. Em nota, Flávio negou que tenha sido avisado sobre a operação e afirmou que o “desespero de Paulo Marinho causa um pouco de pena”. Segundo o senador, Marinho, que é seu suplente, tem “interesse” em prejudicá-lo. “Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão”, disse o senador, que acusa o empresário de “inventar” a história.

Com informações de O Globo

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“Policial que vazou informação sobre Queiroz não é Alexandre Ramagem”, afirma autora de livro sobre o governo Bolsonaro

17 Maio2020

Por Jbelmont às 16h12

Foto: reprodução

O delegado da Polícia Federal que vazou as informações sigilosas aos Bolsonaro não é o delegado Alexandre Ramagem, que o presidente quis nomear no mês passado para a diretoria geral da corporação. O policial (que, como Ramagem, atuou na Operação Furna da Onça) é conhecido na corporação por um apelido.

Quem afirma é colunista do UOL, Thaís Oyama, autora do livro “Tormenta – O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos” da editora Companhia das Letras, lançado em 2019.

Ela transcreve trecho do livro para sua coluna no UOL, relatando sobre o vazamento das informações:

“Logo depois do primeiro turno das eleições, no dia 7 de outubro, um delegado da Polícia Federal do Rio envolvido na Operação Furna da Onça fez chegar ao clã a informação de que um relatório do antigo Coaf ligava o gabinete de Flávio Bolsonaro — e o de outros vinte parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) — à prática da “rachadinha”, a manobra largamente disseminada no Brasil pela qual políticos se apropriam de parte do salário dos funcionários que contratam.”

Com informações do UOL

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Prefeitura de Mossoró emite nota sobre matéria que relatou agressão a equipe de pesquisadores na cidade

17 Maio2020

Por Jbelmont às 16h06

A Prefeitura de Mossoró se manifestou através de nota sobre matéria publicada aqui que relatou agressões a equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que realizaram na cidade a primeira pesquisa sobre a epidemia de Covid-19 com o apoio do Ministério da Saúde.

Leia a íntegra da nota:

A Prefeitura de Mossoró esclarece que não recebeu comunicado oficial preliminar informando sobre a presença de pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com o apoio do Ministério da Saúde.

Pelas redes sociais, com mensagens direcionadas à Prefeitura, algumas pessoas relataram a presença de profissionais que aplicavam a pesquisa e solicitavam a testagem da Covid-19. Com isso, a Secretaria de Saúde buscou contato, marcou reunião com os pesquisadores, mas eles não se apresentaram na secretaria.

A secretária de Saúde de Mossoró, Saudade Azevedo, fez contato com o setor de Atenção Primária à Saúde, do Ministério da Saúde, e uma servidora de nome Helen confirmou a pesquisa e pediu desculpas por não ter informado com antecedência aos estados e municípios.

No final da tarde da sexta, dia 15, último dia da presença dos profissionais na cidade, o Governo do Estado confirmou a pesquisa em Mossoró, Natal e Caicó, segundo a Sesap, após contato com o Ministério da Saúde.

É perceptível que a falta de comunicação prévia feita pelo Ministério da Saúde foi a causa do mal entendido. Em tempos de fake news e violência urbana, é compreensível que a população tenha ficado assustada com a abordagem, quando sequer houve comunicado anterior.

O Município esclarece ainda que em um dos bairros os moradores chamaram a polícia, ocasionando a detenção por um período, mas não houve agressão. A situação foi esclarecida na sequência após a presença de servidores da Vigilância Sanitária.

A Prefeitura lamenta o episódio e reforça a importância da comunicação oficial entre os setores do poder público, evitando contratempos e facilitando o desenvolvimento de trabalhos efetivos para a identificação de casos e dados sobre o novo coronavírus no país.

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Paraíba prorroga isolamento até 31 de maio

17 Maio2020

Por Jbelmont às 11h18

O governador João Azevêdo (Cidadania) assinou o decreto 40.242, neste sábado (16), prorrogando o isolamento social até o dia 31 de maio e ampliando as medidas restritivas, que agora passam a vigorar em todos municípios paraibanos, independente do registro de casos confirmados da Covid-19. As medidas terminariam neste fim de semana.

O objetivo é conter o avanço do coronavírus no estado, tendo em vista o aumento diário de casos diagnosticados, principalmente nesta semana. O decreto será publicado em edição eletrônica especial do Diário Oficial do Estado ainda neste sábado (16).

Máscaras

Além da continuidade da suspensão das atividades consideradas não essenciais para este momento, com o novo decreto os estabelecimentos comerciais ou empresas de transportes públicos serão multados em R$ 100 por cada pessoa que estiver no seu interior sem máscara. Esse acessório é obrigatório também em todos os espaços públicos do estado. Os recursos provenientes das multas aplicadas serão destinados às medidas de combate ao novo coronavírus.

Transporte intermunicipal suspenso

O decreto ainda determina a interrupção do transporte intermunicipal em todo território paraibano. Assim, todos os terminais rodoviários pertencentes ao estado ficarão fechados a partir do próximo dia 20 até o dia 31 de maio, período em que também deverá ser paralisada a travessia Costinha/Cabedelo/Costinha por meio da balsa.

 


Barreiras sanitárias

O documento também prevê a instalação de barreiras sanitárias nas rodovias PB-008 e PB-018 (Conde), PB-025 (Lucena), PB-034 (Alhandra/Caaporã), PB-044 (Caaporã/Pitimbu) e no terminal hidroviário de Cabedelo. O acesso a esses municípios ficará restrito aos moradores e às pessoas que trabalhem nas atividades consideradas essenciais, ou para tratamento de saúde, devidamente comprovados.

Construção civil suspensa

Também serão suspensas no período de vigor do decreto as atividades da construção civil – com exceção das obras relacionadas às necessidades da pandemia da Covid-19 e emergenciais – na Região da Grande João Pessoa, abrangendo os municípios de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Conde, Santa Rita, Alhandra, Caaporã e Pitimbu, bem como em Campina Grande, Queimadas, Lagoa Seca e Puxinanã.

Segundo o Ministério da Saúde, Paraíba registra 3.739 casos confirmados de Covid-19, com 170 mortes.

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Coronavírus: o número mortos ao fim da pandemia, segundo Mandetta

17 Maio2020

Por Jbelmont às 10h28

Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde até outro dia, estima que 150 mil brasileiros terão morrido em consequência da Covid-19 ao fim da pandemia.

VALHA ME DEUS: O Brasil superou a Itália e a Espanha neste sábado e se tornou o quarto país do mundo em número de casos confirmados da Covid-19. De acordo com o balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, o Brasil tem agora 233.142 casos confirmados da doença e 15.633 mortes. Números de sábado a noite.

Mandetta tem uma habilidade rara diante de assédios e provocações. Chamase "resiliência". Tiro o chapéu | PabloO

GLOBO.COM

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Entrevista explosiva de empresário agrava a situação dos Bolsonaro, Por Ricardo Noblat

17 Maio2020

Por Jbelmont às 08h34

Presidente cancela pronunciamento. Vice recolhe-se em quarentena

Quem deu ordem à Polícia Federal para suspender a operação que em meados de outubro de 2018, entre o primeiro e o segundo turno da eleição, tornaria público o envolvimento da dupla Flávio Bolsonaro-Fabrício Queiroz no caso da apropriação criminosa de parte dos salários pagos a funcionários da Assembleia Legislativa do Rio?

A Polícia Federal só age a mando da Justiça. É ela que autoriza suas operações a pedido do Ministério Público. Justiça e Ministério Público são informados quando a Polícia Federal, por alguma razão técnica, adia uma operação que tinha data marcada. Isso torna mais grave o que foi revelado hoje pela Folha de S. Paulo.

Suplente do senador Flávio Bolsonaro, o empresário Paulo Marinho contou à colunista Mônica Bergamo o que diz ter ouvido de Flávio em reunião na sua casa na quinta-feira dia 13 de dezembro de 2018. Foi na casa de Marinho que o então candidato a presidente Jair Bolsonaro gravou seus programas de propaganda eleitoral.

Uma semana antes do primeiro turno, o ex-coronel Miguel Braga, atual chefe de gabinete de Flávio no Senado, recebeu um telefonema de um delegado da Polícia Federal no Rio dizendo que tinha um assunto do interesse do senador eleito e que por isso queria encontrá-lo. Flávio preferiu mandar Braga ao encontro do delegado.

Braga voou para o Rio. Ali, na companhia de um advogado e de Val Meliga, pessoa da confiança de Flávio e irmã de dois milicianos, rumou para a Praça Mauá onde funciona a Superintendência da Polícia Federal. Do prédio, saiu o delegado que Flávio não diz o nome. Ainda na calçada, avisou a Braga mais ou menos assim:

– Vai ser deflagrada a Operação Furna da Onça, que vai atingir em cheio a Assembleia Legislativa do Rio. E essa operação vai alcançar algumas pessoas do gabinete do Flávio. Uma delas é o Queiroz e a outra é a filha do Queiroz, que trabalha no gabinete do Jair Bolsonaro em Brasília.

Aconselhou em seguida:

– Eu sugiro que vocês tomem providências. Eu sou eleitor, adepto, simpatizante da campanha [de Bolsonaro], e nós vamos segurar essa operação para não detoná-la agora, durante o segundo turno, porque isso pode atrapalhar o resultado da eleição.

Braga avisou a Flávio, que avisou ao pai, que ordenou que ele demitisse Queiroz do seu gabinete de deputado estadual e disse que faria o mesmo com a filha dele. De fato, os dois foram demitidos no dia 15 de outubro. Bolsonaro elegeu-se presidente no dia 28. A operação da Polícia Federal só foi deflagrada no dia 8 de novembro.

Àquela altura, Sérgio Moro já fora convidado para ministro da Justiça. O convite se deu entre o primeiro e o segundo turno da eleição, intermediado por Paulo Guedes. Pouco antes do primeiro turno, Moro divulgara parte da delação feita por Antonio Palocci, ex-ministro de Lula e de Dilma, com pesadas acusações contra o PT.

O que há de mais explosivo na entrevista de Marinho à Folha não é o relato da reunião com Flávio. É a revelação de que o ex-ministro Gustavo Bebbiano, demitido do governo por Bolsonaro, deixou um celular com mensagens em áudio e vídeo trocadas por ele com o presidente durante mais de um ano. Está guardado nos Estados Unidos.

O vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, em que Bolsonaro ameaçou intervir na Polícia Federal, virou uma bombinha se comparado com o celular de Bebbiano – esse, nitroglicerina pura. A história contada por Marinho ajuda a explicar por que Bolsonaro quer há tanto tempo a Polícia Federal sob seu controle direto.

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60% querem adiar eleições municipais para novembro ou dezembro

17 Maio2020

Por Jbelmont às 07h54

Pesquisa DataPoder360 indica que 60% dos brasileiros são favoráveis ao adiamento das eleições municipais de outubro para novembro ou dezembro por causa da pandemia de coronavírus. Outros 24% querem que a data seja mantida.

Há também 12% que dizem apoiar a extensão dos mandatos atuais de prefeitos e de vereadores, cancelando assim o pleito de 2020.

O 1º turno das eleições municipais está marcado para 4 de outubro. O 2º turno, em 25 de outubro.

 

 

A pesquisa foi realizada de 11 a 13 de maio pelo DataPoder360, divisão de estudos estatísticos do Poder360, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 512 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Leia o relatório completo dos resultados no Brasil (2 MB).

A decisão sobre adiar (ou não) as eleições de outubro deve ser tomada até junho, de acordo com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso. O ministro foi eleito presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Assume o cargo em 26 de maio e conduzirá o processo eleitoral de 2020.

Barroso já se manifestou assim sobre o tema: “Por minha vontade, nada seria modificado porque as eleições são 1 rito vital para a democracia. Portanto, o ideal seria nós podermos realizar as eleições. Porém, há 1 risco real, e, a esta altura, indisfarçável, de que se possa vir a ter que adiá-las”.

PODER 360 VIA BG

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Brasil se divide sobre militares no governo: 37% são a favor e 37% são contra

17 Maio2020

Por Jbelmont às 07h48

Pesquisa DataPoder360 mostra que os brasileiros estão divididos sobre a participação dos militares no governo Bolsonaro: 37% acham que isso é bom para o Brasil e 37% acham que é ruim.



O maior apoio aos militares hoje é entre homens (44% avaliam que a participação é boa para o Brasil). Entre mulheres, só 33% acham isso, enquanto 40% avaliam ser ruim para o país.

Por faixa salarial, a categoria tem maior aprovação entre quem recebe de 5 a 10 salários mínimos. Por outro lado, 46% dos que recebem de 2 a 5 salários mínimos reprovam a participação de militares na gestão federal (ou na política em geral).

Levando em conta a idade dos entrevistados, quanto mais jovem a pessoa, maior é a desaprovação aos militares no governo. De 16 a 24 anos, os que acham ruim para o Brasil ter militares na administração federal somaram 46%. O desemprego cresceu para essa faixa etária no 1º trimestre, de 23,8% para 27,1%. Os dados são do IBGE.

A maior aprovação (42%) à participação da categoria na gestão bolsonarista ou na política foi registrada entre as pessoas que têm 60 anos ou mais.

Os entrevistados da região Norte foram os que mais apoiaram os militares no governo: 53% disseram ser positivo para o país.

A pesquisa foi realizada de 11 a 13 de maio pelo DataPoder360, divisão de estudos estatísticos do Poder360, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 512 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o intervalo de confiança é de 95%. Leia o relatório completo dos resultados no Brasil (2 MB).

PODER 360 via bg

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Equipes que coletam testes para pesquisa nacional sobre coronavírus são detidas em Natal e agredidas em Mossoró

17 Maio2020

Por Jbelmont às 07h45

Equipes da primeira pesquisa sobre a epidemia de Covid-19 estão sendo detidas pela polícia, impedidas de trabalhar por governos municipais ou agredidas nas ruas.

O estudo pretende testar amostra de 33.250 pessoas em 133 cidades, em todos os estados. O objetivo é estimar quantos brasileiros já foram infectados pelo novo coronavírus, o que auxilia o planejamento do combate à doença e o seu estudo científico.

Em Santarém (PA), segundo os relatos, a polícia levou a equipe da pesquisa para a delegacia e apreendeu os testes para a Covid-19. Secretaria de Segurança Pública do Pará negou que tenha havido prisão ou apreensão no estado.

Ainda segundo os pesquisadores, houve detenções em São Mateus (ES), Imperatriz (MA), Picos (PI), Patos (PB), Natal (RN), Crateús e Serra Talhada (PE), Rio Verde (GO), Cachoeiro do Itapemirim (ES), Caçador (SC) e Barra do Garças (MT), afirmam os coordenadores do trabalho, da Universidade Federal de Pelotas, e o Ibope, que faz o trabalho de campo.

Em vários municípios, o material de testes foi destruído e as equipes do estudo tiveram de abandonar a cidade e desistir da pesquisa. As equipes são detidas para prestar esclarecimentos, são barradas por prefeituras porque não haveria autorização para o trabalho; são atacadas nas ruas porque estariam violando quarentenas ou porque houve boatos de que seriam golpistas ou uma ameaça à saúde, segundo relatos dos coordenadores e executores da pesquisa.

Segundo o Ibope e também segundo os pesquisadores da Ufpel, eles devem ter perdido uns 800 testes, apreendidos, abertos, detonados

A pesquisa é financiada pelo Ministério da Saúde e foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa.

Em Mossoró (RN), os entrevistadores relatam que foram agredidos na rua, acusados de violar a quarentena; em Crateús (CE), as autoridades disseram que não poderiam garantir a segurança do pessoal da pesquisa.

Os pesquisadores ainda esperam autorização de 42 prefeituras para continuar o trabalho, entre elas capitais de estado, dizem os coordenadores do estudo e o Ibope. Em cidades como Governador Valadares (MG) não houve detenção, mas o material da pesquisa foi apreendido. Em Rondonópolis (MT), os entrevistadores estão presos no hotel, esperando liberação municipal.

Segundo os pesquisadores da Ufpel, o Ministério da Saúde enviou ofício aos governos locais a respeito da realização da pesquisa. “Aparentemente, tais comunicados não chegaram a prefeituras ou Vigilâncias Sanitárias, diz Márcia Cavallari, diretora-geral do Ibope Inteligência.

O levantamento começou na quinta-feira (14). Pesquisa semelhante tem sido feita a cada 15 dias no Rio Grande do Sul, faz quase dois meses. Segundo Cavallari, esta primeira de três rodadas quinzenais da pesquisa não deve atingir 33.250 amostras, pois testes foram destruídos nas detenções —o resultado deve ficar entre 25 mil e 30 mil testes.

O estudo parece uma pesquisa de opinião, eleitoral, por exemplo. Mas, em vez de contar suas preferências para o entrevistador, a pessoa sorteada pela pesquisa dá uma amostra de sangue da ponta do dedo, coletada em sua casa. Com o teste de uma parcela da população, é possível estimar quantos foram infectados no país inteiro.

Com dados mais precisos a respeito da epidemia, será possível fazer projeções do avanço da epidemia, descobrir as regiões mais atingidas e planejar as medidas de contenção da Covid-19.

Com os números desse tipo de levantamento e estudos dos epidemiologistas, seria também possível decidir com base em dados científicos a necessidade de isolamentos: de que tipo, onde e até quando devem ser implementados.

No estudo nacional, participam também a Universidade de São Paulo, a Universidade Federal de São Paulo, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a Fundação Getúlio Vargas e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

FOLHAPRESS

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Mossoró é a cidade do RN mais vulnerável para vírus

17 Maio2020

Por Jbelmont às 07h41

Uma reportagem do portal UOL publicada em 2005 destacou: “Situada entre duas capitais, ponto de transição entre litoral e sertão, a localização geográfica de Mossoró foi de fundamental importância para o desenvolvimento da cidade”. Quinze anos depois, o mesmo fator faz de Mossoró, na região Oeste, a cidade mais vulnerável para o novo coronavírus no Rio Grande do Norte, segundo um estudo publicado no dia 7 pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Localizada na região Oeste e com a estimativa de 297 mil habitantes, a cidade, segunda maior do Estado, é mais vulnerável do que a capital Natal, que tem mais casos e mortes causadas pelo novo coronavírus.

O número de habitantes de Mossoró é quatro vezes menor do que a capital, mas até a quarta-feira (13), as duas cidades possuíam o mesmo número de mortes confirmadas por covid-19 (22). No dia seguinte, Natal disparou com a confirmação de 10 novas mortes, mas não reduz a situação crítica de Mossoró. A cidade do Oeste tinha 456 casos da infecção confirmados até às 23h da quarta-feira (13), atrás apenas da capital, com 1.083 casos confirmados.

Para os pesquisadores da Sudene, Mossoró está mais próxima a focos de contágio por se situar a 236 quilômetros de Fortaleza, no Ceará, e exerce uma influência sobre outras cidades menores da região – o que, num momento de crise sanitária, sobrecarrega os seus equipamentos de saúde.

Para continuar lendo é só clicar aqui: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/mossora-cidade-do-rn-mais-vulnera-vel-a-covid-19/480073

TRIBUNA DO NORTE

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COVID-19: Rio Grande do Norte, nossos vizinhos Paraíba e Ceará

17 Maio2020

Por Jbelmont às 00h48

 

RN tem 3.004 casos confirmados e 136 óbitos por coronavírus; 218 infectados nas últimas 24h

Paraíba ultrapassa 4 mil casos de coronavírus e registra mais 13 mortes em 24h

Hoje são 324 novos casos de Covid-19 e 13 óbitos confirmados causados pela doença. Assim, a Paraíba atinge 4.063 casos de Covid-19, sendo 183 vítimas fatais e 1.087 pessoas que já se recuperaram, de acordo com informações das Secretarias Municipais de Saúde.

Ceará passa dos 1.600 óbitos por coronavírus e tem 23.795 casos registrados neste sábado
Na sexta-feira, o Ceará registrou um número recorde de mortes em 24 horas: 153 óbitos em 24 horas

Resumo

RN - 3.004 casos confirmados 136 óbitos e 872 recuperados
PB - Atinge 4.063 casos confirmados, 183 vítimas fatais e 1087 recuperadas
CE - Tem 23.795 casos registrados neste sábado e mais de 1.600 óbitos 12.577 pessoas recuperadas da doença e 60.083 exames realizados.

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Polícia prende manifestantes bolsonaristas que fizeram ato em frente ao prédio de Alexandre de Moraes

16 Maio2020

Por Jbelmont às 22h22

Foto: reprodução

A Polícia Civil de São Paulo cumpriu neste sábado mandados de prisão contra dois apoiadores de Jair Bolsonaro que participaram de uma manifestação no dia 2 de maio em frente ao prédio onde mora o ministro Alexandre de Moraes.

Como registramos, Antonio Carlos Bronzeri e Jurandir Alencar viraram réus na última terça-feira por ameaça, difamação, injúria e perturbação do sossego.

As prisões de hoje, porém, foram decorrentes de investigação da polícia em novo inquérito. Eles foram presos pelos crimes de desobediência, descumprimento de medida sanitária preventiva e incitação ao crime.

Segundo informações iniciais, os manifestantes descumpriram medidas cautelares depois que eles foram detidos pela primeira vez. Os dois foram vistos em uma manifestação de caminhoneiros contra a quarentena imposta pelo governo de São Paulo.

O Antagonista

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Mega-Sena, concurso 2.262: aposta de Curitiba ganha sozinha R$ 101,1 milhões

16 Maio2020

Por Jbelmont às 22h15

Veja as dezenas sorteadas: 07 - 08 - 14 - 23 - 30 - 46. Quina teve 198 apostas ganhadoras; cada uma levou R$ 34.405,61.

 


A Caixa realizou na noite deste sábado (16) o concurso 2.262 da Mega-Sena. Uma aposta de Curitiba (PR) levou sozinha o prêmio de R$ 101,1 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 07 - 08 - 14 - 23 - 30 - 46.

O prêmio é o segundo maior do ano da Mega-Sena em concursos regulares, atrás apenas do concurso 2.267, em fevereiro.

A Quina teve 198 acertadores, e cada um levou R$ 34.405,61. Outras 12.850 apostas acertaram a Quadra, com prêmio de R$ 757,34.

O próximo sorteio da Mega-Sena será na quarta-feira (20), com prêmio estimado de R$ 2 milhões.

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Perfil do Blogueiro

JBelmont
José J Belmont Natural de São José de Campestre RN Radialista, ex vereador de Mossoró e ex deputado estad…
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