Mudança no Fies atinge mais faculdades menores

JBelmont

13Out2017

Por Belmont às 06h00

As regras, ainda em discussão, do Fies (programa federal de financiamento estudantil), terão impacto maior em instituições de ensino pequenas e médias do que nas grandes, diz Pedro Thompson, diretor-executivo da Estácio.

 

“O Fies já foi muito reduzido e perdeu seu cunho social”, afirma. Antes de 2015, quando o programa foi alvo de cortes do governo federal, ele chegou a corresponder a cerca de 40 a 50% das matrículas da Estácio.

 

“Hoje, representa 5% da minha captação.” Para ocupar o espaço aberto pela ausência do Fies, a companhia, que tem 539,9 mil alunos (369,6 mil presenciais), passou a financiar diretamente seus estudantes.

 

“O aluno entra pagando 50% [da mensalidade] e, no final, 35%”, diz.

 

Para Abmes, entidade do setor, o governo encaminhou uma proposta que não atende os alunos que precisam do crédito estudantil.

 

“Eles passam a depender de bancos e não conseguem atender a seus requisitos”, diz Solon Caldas, diretor-executivo da associação.

 

Entre as regras das quais a Abmes discorda, e que deverão desestimular a adesão, segundo Caldas, está a exigência de as parcelas não financiadas serem pagas ao banco, não à faculdade, o que a fará perder a gestão desse fluxo.

 

“Sugerimos que o aluno pudesse usar o FGTS para pagar a mensalidade.” Hoje, as instituições privadas têm 75% das matrículas, diz a Abmes.

 

Sem barreira

O número de pessoas que abriram MEIs (microempreendedores individuais) nos últimos 12 meses ultrapassou 1 milhão, mesmo com a queda do desemprego formal.

 

A previsão é fechar o ano com 7,7 milhões, segundo Kennyston Lago, analista de pesquisa do Sebrae Nacional.

 

No começo da crise econômica, o que impulsionou o aumento do número de MEIs foi a taxa de desemprego.

 

As pessoas que perderam seu cargo ainda são grande parte dos novos empreendedores, mas há outro perfil em crescimento, segundo o Sebrae: o de quem nunca participou do mercado, nem mesmo do informal.

 

“Quem sai da faculdade e não encontra vaga abre um MEI, porque não há custo nem barreira para ingressar, é só se cadastrar no site.”

 

Folhapress

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