Aprovação de Temer cai a 5%, mas cresce apoio a permanência

JBelmont

02Out2017

Por Belmont às 08h41

A gestão Michel Temer (PMDB) atingiu a maior reprovação já registrada pelo Datafolha desde o início da redemocratização no país.

 

Por outro lado, cresceu a adesão à permanência do presidente no poder até o fim de seu mandato.

 

Consideram o governo Temer ruim ou péssimo 73% dos brasileiros. Com isso, o peemedebista superou a pior taxa de Dilma Rousseff (PT), 71% em agosto de 2015, e tornou-se o presidente mais rejeitado pela população desde o fim da ditadura.

 

Apenas 5% avaliam o governo como ótimo ou bom. Trata-se da aprovação mais baixa desde setembro de 1989, quando José Sarney (PMDB), em meio à crise da hiperinflação, teve o mesmo índice.

 

O Datafolha ouviu 2.772 entrevistados em 194 cidades durante os dias 27 e 28 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e para menos.

 

Em julho do ano passado, dois meses após Temer assumir a Presidência, sua rejeição era de 31%. Desde então, não parou mais de crescer.

 

Passou para 61% em abril deste ano, 69% em junho e agora 73%.

 

Os que consideram o governo regular somam 20% (eram 23% há três meses).

 

Numa escala de 0 a 10, a nota média hoje do governo é de 2,5.

 

A situação de Temer é pior que a de Dilma às vésperas de ela sofrer impeachment. Em abril de 2016, a petista tinha 13% de aprovação e 63% de reprovação.

 

A despeito desses péssimos resultados, há também algum alívio para o governo.

 

Percebe-se um recuo no grupo que pede a saída de Temer da Presidência.

 

Ainda que majoritário, caiu de 65%, em junho, para 59%. Já os que defendem sua permanência passaram de 30% para 37%.

 

Diante da derrocada ética que atinge indistintamente os principais partidos e da falta de opções viáveis para o Executivo, parcela do eleitorado parece considerar que manter Temer no poder, ainda que malquisto, é a opção menos turbulenta para o país neste momento.

 

O quadro é mais desfavorável a Temer entre as mulheres (76% de ruim ou péssimo), os eleitores de 35 a 44 anos (77%) e aqueles cuja renda familiar varia de dois a cinco salários mínimo (75%).

 

O Nordeste é a região com maior reprovação (84%). O Norte, com a menor (69%).

 

Na divisão por escolaridade, o presidente é igualmente rechaçado por entrevistados de nível fundamental (71%), médio (76%) e superior (73%).

POR FOLHAPRESS

Deixe seu comentário
Insira os caracteres conforme a imagem acima.