Déficit pode agravar situação de salários no RN

JBelmont

29Set2017

Por Belmont às 21h21


Secretário revelou que tendência de desequilíbrio nas contas deverá tornar atrasos habituais

 

O secretário de Planejamento do Estado, Gustavo Nogueira, revelou nesta sexta-feira em coletiva de imprensa que a tendência de desequilíbrio nas contas estaduais gerada pelo déficit na previdência deve tornar habitual que o pagamento dos salários dos servidores ingresse no terceiro mês, a exemplo do que acontece com agosto, cuja folha terminará de ser quitada em 5 de outubro.

 

O deficit na previdência do RN é causado pelo aumento de aposentadoria, o que faz com que servidores ativos migrem para a faixa de inativos, deixando assim, de colaborar com a previdência. Nesse cenário o Governo é obrigado a repor as diferenças para quem está aposentado possa receber seus vencimentos.

 

Aos repórteres, ele demonstrou com gráficos e números como a receita caiu (quase 2,5%) de 2014 para cá, enquanto as despesas com a folha cresceram exponencialmente até o patamar atual, que é de quase 70% das receitas estaduais.

 

Desse valor, quase 30% se refere apenas ao deficit da previdência. “Não estaríamos aqui discutindo esse atraso se não fosse esse crescimento do déficit”, destacou o secretário.

 

Em 2015, o déficit,  comprometia quase 13% das receitas, número que foi a 18% em 2016 e vai chegar a quase 30% neste ano. “Isso é insustentável. A reforma da previdência tem que ser enfrentada”, destacou o secretário.

 

Por outro lado, esse sublinhou que as despesas de custeio e investimentos permanecem, cada uma, com valores médios mensais fixados entre R$ 38 e R$ 45 milhões. “Esses valores estão contidos e isso é ruim. O ideal é que eles estivessem evoluindo como resultado de natural crescimento”, afirmou.

 

Décimo

Nogueira preferiu não confirmar ou negar a real situação da arrecadação para pagamento do décimo terceiro dos servidores. Ele afirmou, no entanto, que o governador Robinson Faria está empenhado na questão, destacando que a situação atual era aguardada.

 

“Não temos recursos extraordinários esse ano, como a repatriação que houve no ano passado. Além disso, essa época é uma das piores em arrecadação”, frisou.

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